Um outro mundo é possível? Os alunos buscam respostas

Ágora em defesa do eleitor e da democracia

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Alunos:
Vitor C. d'Avila
Silvia Gomes

INFORMAÇÕES GERAIS

O instituto Ágora, dirigido por Gilberto de Palma, é uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos cujo objetivo é "contribuir para o alargamento da cidadania através do investimento em educação e incentivo à participação política com a implantação das Ouvidorias do Eleitor, mecanismo de interferência na governabilidade." O instituto tem como ferramenta a implantação das Ouvidorias do Eleitor nos municípios do Brasil.

Há dois programas pertencentes ao Ágora: Responsabilidade Pública e Educação para a Cidadania. Os programas realizam serviço público, investimento social e ativismo político suprapartidário, focando especialmente no público jovem.

 

CONHECENDO A PROPOSTA

A Ouvidoria do Eleitor, o projeto mais interessante do instituto constitui-se em um observatório civil focado no poder legislativo, e ao mesmo tempo em uma agência de notícias independente que acompanha os trabalhos dos representantes políticos e neles interfere com sugestões e críticas da população. Algo como o "procom" do eleitor, que nos defende acionando o Ministério Público situação como o não cumprimento injustificável de promessas de campanhas ou desvio de dinheiro para outra finalidade de qualquer tipo. Os mecanismos utilizados são instalações dos seguintes terminais para consulta: Postos de Consulta Permanentes, Postos de Consulta Itinerantes e Núcleos de Ouvidores, cartilhas e atividades pedagógicas.

Os Postos de Consulta permanentes são terminais eletrônicos espalhados em pontos estratégicos de São Paulo que possibilitam os cidadãos de se informarem dos projetos e das respectivas votações daquela semana no Legislativo Municipal de modo rápido e de passagem, e também encaminhar sugestões, dúvidas, incentivos e reclamações para o seu vereador. Os Postos de Consulta Itinerantes são também terminais eletrônicos, mas que são fáceis de ser transportado, podendo assim permanecer por um tempo determinado em feiras, congressos, escolas e universidades e centros comunitários divulgando o serviço da Ouvidoria do Eleitor e colhendo as sugestões dos eleitores.

Os núcleos de Ouvidores trabalham para capacitar voluntários em escolas, empresas, centros comunitários e associações de bairros para que exerçam seus papeis de "ouvidores" encaminhando as demandas de seus familiares, de seus ambientes de trabalho, de estudo e de moradia. O instituto cria este último programa, baseado em que nem todos eleitores possuem familiaridade com equipamentos de informática ou transitam pelos locais dos Postos de Consulta espalhados pela cidade. A mobilização de voluntários, seleção e treinamento para que esses "ouvidores" possam exercer seu papel no instituto faz parte de seu treinamento habilitação no esclarecimento em sua comunidade, escola, empresa ou bairro de como funciona a Câmara Municipal local e de como fazer para interferir na pauta parlamentar.

A ONG conta com recursos pequenos de financiadoras que focam o trabalho social. A principal financiadora do projeto no momento é a Suíça Fundação Avina. O instituto também presta serviços remunerados, como oficinas e fornecimento de material para empresas.

Gilberto conta ter tido bons resultados, muita gente passou participou e participa dos projetos e programas da ONG. Oficinas no interior de Minas Gerais renderam benefício de 70 municípios com o projeto, em torno de 500 pessoas participaram para se tornar o que o instituto chama de Conselheiras Municipais: têm o papel de transmitir o conhecimento da legislação, do funcionamento da câmara e de participação política pra outras pessoas.

As maiores dificuldades são, segundo Gilberto, o dinheiro. "Toda ong começa na vontade, e precisa correr muito atrás para que ela consiga chegar a ser o que é." Outro problema é que a "ONG sai da boa vontade do cidadão, de amor, de intenções. Por outro lado, há uma certa falta de conhecimento de planos de ação, há uma certa dificuldade de organização. Pude ver isso em várias ONGS que conheci e participei".

Os planos de futuro começaram hoje: O projeto mais recente e maior nesse momento de instituição é o Transparência e Participação, programa que cria redes de organizações sociais com temáticas (saúde, educação, etc.). Depois de agrupadas, cria-se uma rede de comunicação entre elas, que, através da instituição, apresentam os projetos para os vereadores da cidade. Outro projeto que começa agora é um projeto educacional, que liga colégios de São Paulo dispostos a participar com um vereador de sua cidade, para que os estudantes acompanhem um vereador por seis meses.

"A instituição acredita na democracia, na possibilidade de mudança social e na atuação política dos donos do futuro: os jovens. O Ágora acredita na mudança, pro melhor" - Gilberto de Palma.

O escritório do instituto Ágora fica na Avenida Nove de Julho, 5.966, no Jardim Paulistano, em São Paulo. O telefone para contato é: (11) 3898-0123 / 3088-6787, que atende de segunda a sexta, das 9:00 as 18:00 hs. O e-mail é: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

DISCUSSÃO

A democracia em que vivemos (sofremos) hoje não era o ideal dos que lutaram na ditadura, ela se distancia cada vez mais da utopia democrática.

Quando sonhamos com a democracia, imaginamos algo perfeito a onde todos estejam no poder, a onde poderemos nos considerar cidadãos e não meros participantes de uma massa de manobra.

Os políticos tratam a população como gado, vão encaminhando seu rebanho a onde o nariz apontar, sem o menor respeito ou consideração. A população, sua vez, aclama por um "pastor" e não se manifesta quando este fracassa, ela simplesmente vira as costas e busca um novo "pastor". Político e população se casam, um complementa o outro, são como carne e osso.

Não que a população mereça a culpa de algo, pelo contrario, o que acontece é que os políticos mantém à todos em completa ignorância, dificultando que tenham qualquer conhecimento a respeito de política.

Política, dentro da democracia, não é a simplória definição dos dicionários que à define como: "arte ou ciência de governar". É mais ampla, muito mais complexa. A partir do momento em que o individuo passa a morar em uma cidade ( polis), ele é obrigado a se tornar um político. Aristóteles definem o homem como "um animal político", ele se refere a nossa necessidade de sobrevivência dentro de um coletivo. Nós, homo sapiens, não sobreviveríamos como espécie se não fosse a nossa capacidade de nos tornarmos políticos, ou seja, as nossas ações cotidiana são considerados atos políticos, tudo relativo ao coletivo é considerado como política. Todos os cidadãos são políticos e exercem determinas funções que, de uma maneiro ou de outra, contribuem à polis.

A democracia deveria ser tida como ideal, ao ponto em que se coloca todos as categorias de funções na polis, em mesmo plano. Os representantes terem o mesmo valor que os lixeiros, os garis respeitados igual se respeita policiais, homens tratados como iguais, e não com meros trabalhadores. Nossa democracia criada retiraria do pedestal os nossos representantes políticos e deixaria todos em mesmo lugar, tornando todos importantes. O livro "lanchonete no fim do universo" da coleção "o guia dos mochileiros da galáxia", retrata em parte a historia de um planeta que conseguiu retirar todos os trabalhadores considerados inúteis, ou seja, limpadores de orelhão, lixeiros, garis, etc... A população do planeta se extinguiu.

A necessidade de igualar a hierarquia trabalhista, é de extrema importância para conseguirmos sobreviver de maneira pacifica. O Estado se transformará no povo, teremos total participação na polis e ai sim poderemos nos considerar cidadãos democráticos.

A democracia só existira quando todos "participarem" do Estado conscientemente.

O instituto Ágora propõe um tentativa de incorporação, ao meio denominado político, da população e principalmente do jovem. É um primeiro avanço na tentativa de elevar tudo ao mesmo plano, tornar consciente os atos políticos dos cidadãos. Através simplesmente de informação o instituto consegue modificar as idéias e pensamentos de jovens ou de apenas cidadãos.

Para nos é importante que exista essa iniciativa, pois ela já demonstra uma tentativa de realmente democratizar a Nação.

Ainda há muito o que mudar e melhorar no projeto, a sua estrutura possui varias falhas, principalmente a falta de verba. O site não é atualizado a anos e isso dificulta muito os avanços na área de informação. Mas os projetos são de extrema necessidade e deveriam ser ampliados para atingir o maior numero de pessoas possível.

Para a realização do trabalho as aulas de filosofia e historia geral foram de extrema importância, os conceitos de massa, democracia, Estado, foram muito discutidos e aprofundados, nos obrigando a descobrir as falhas e a pensar em soluções. Só foi utilizada a biologia quando comentado a característica da espécie humana em se agrupar.

Falta estudos sobre sociologia para que consigamos compreender realmente a nossa sociedade e não simplesmente julgá-la e culpá-la por tudo o que ocorre. Um pouco de psicologia também faz falta pois seria bom podermos entender um pouco de nos mesmo de uma outra forma que não a cartesiana.

 

REFERÊNCIAS

Informações retiradas de:

www.institutoagora.org.br - acesso em 10/11/08;

e por uma conversa com Gilberto de Palma, diretor institucional do Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia.

Última atualização em Qua, 02 de Setembro de 2009 19:31  


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