Políticas Federais de Educação

O “ranking do ENEM” às vésperas da primeira década
Políticas públicas de educação
Dom, 18 de Outubro de 2015 22:15, Escrito por Rodrigo Travitzki

O valor mercadológico do “ranking do ENEM” é inquestionável, até porque o mercado sabe o real valor de um exame de admissão para universidades boas e gratuitas num país como o Brasil. Mas o valor “científico” destes dados, por outro lado, é bastante limitado. Não se pode, por exemplo, afirmar coisas básicas como “a nota de São Paulo melhorou no ENEM e portanto São Paulo melhorou”. Um tipo de erro que tem sido bem comum, aliás. No Pós Doutorado que acabo de terminar, não usamos os dados do ENEM para comparar escolas, exatamente porque notamos muitas limitações. Acabamos usando os dados da Prova Brasil (também do INEP), mais confiáveis para esta finalidade.

É preciso, portanto, ter consciência das limitações dos resultados do ENEM, relativizar todo o apelo mercadológico que eles acabam representando. Os resultados se aplicam aos indivíduos e só nesse nível tem alguma “garantia científica”. O todo e as partes são coisas diferentes. Além disso, é preciso ter em mente que o mundo real, aquele que importa, vai muito além dos rankings e vitrines.

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Planejando o currículo em tempos de Enem
Métodos de ensino
Ter, 02 de Dezembro de 2014 12:07, Escrito por Rodrigo Travitzki

Agora que o ano letivo está terminando, pilhas de provas rabiscadas com caneta vermelha, a última coisa que passa pela cabeça do professor é pensar em mais trabalho. Mas aí vai uma pequena dica: anote rapidamente tudo isso que passa pela sua cabeça agora, antes que as férias limpem tudo. Coisas que deram certo, que não deram, ideias para novas aulas, atividades, parcerias, materiais didáticos, tudo que pode fazer seu próximo ano ser melhor do que esse. Estou falando de planejamento curricular. Pode não parecer uma boa hora, mas acredite: o final de um período é o melhor momento para se esboçar planos para o próximo. Aproveitando a deixa, vou contar um pouco do que aprendi sobre currículo e sobre o ENEM, tentando articular um pouco os dois.

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Ranking de escolas teve efeitos perversos nos EUA
Políticas públicas de educação
Sex, 29 de Novembro de 2013 12:12, Escrito por Rodrigo Travitzki

Disponibilizo abaixo um texto recente de Diane Ravitch, que foi uma das grandes responsáveis pelas políticas de ranqueamento de escolas nos Estados Unidos e, depois de analisar os resultados dessas políticas, tornou-se uma grande crítica das mesmas.


Por que nós ranqueamos e taxamos alunos, professores e escolas?

Por Diane Ravitch
(tradução livre para o Rizomas)

Estive pensando ultimamente por que estamos tão obcecados dando a cada aluno, cada professor e cada escola um ranking, classificação e/ou série.

Parece-me que estamos a pensar em crianças, professores e escolas da mesma maneira que nós pensamos sobre equipes esportivas. Em cada liga, há vencedores e perdedores.
Mas se pensarmos a educação como uma cultura que é muito diferente da de uma liga esportiva competitiv
a, então a imagem e as perguntas mudam.
E se pensamos em escolas como se elas
fossem semelhantes às famílias?

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Nível socioeconômico determina ranking de escolas e estados no ENEM
Políticas públicas de educação
Dom, 21 de Outubro de 2012 12:53, Escrito por Rodrigo Travitzki

De acordo com os resultados que obtive até agora em meus estudos de doutorado, o ranking de escolas do ENEM informa mais sobre as condições familiares dos alunos do que sobre a eficácia das escolas. Isto não é uma exclusividade do ENEM, não é um "defeito" deste exame, pelo contrário, é a tendência geral quando se avalia escolas a partir de provas individuais. Segundo a literatura científica internacional, esta influência das condições socioeconômicas da familia é sempre alta, varia de 70% a 95%. Meus resultados indicam que no ENEM 2009 foi em torno de 80%.

O que isto significa? Aí já entramos num terreno mais controverso, pois há diversas formas de interpretar estes dados. O que dá pra dizer, com alguma certeza, é que precisamos tomar cuidado ao valorizar demais este tipo de ranking, precisamos ter cautela ao pautar nossas decisões privadas e públicas com base nestas informações, porque não sabemos muito bem o que está sendo informado.

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O que avaliar? Competências ou conteúdos?
Métodos de ensino
Qui, 08 de Setembro de 2011 22:48, Escrito por Rodrigo Travitzki

Esta pergunta está na boca dos educadores já há algum tempo e tem sido feita com mais frequência depois que o ENEM deixou seu formato "alternativo" original e passou a incluir conteúdos disciplinares em sua matriz de competências.

Conteúdos ou competências?

Poucos notam que esta pergunta parte de um princípio equivocado. De que alguém pode ser competente em alguma coisa sem ter certos conhecimentos específicos. Não sei bem de onde vem essa ideia, talvez seja fruto de uma leitura apressada dos discursos mais "esclarecidos" que defendem a pedagogia das competências.

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Conteúdos do ENEM: Biologia
Como ensinar biologia?
Qui, 08 de Setembro de 2011 13:41, Escrito por Rodrigo Travitzki

Desde 2009, o ENEM passou a incluir também conteúdos específicos de cada disciplina em sua matriz de referência, que antes contava apenas com competências e habilidades. Essa mudança veio junto com várias outras, que no geral tiveram o objetivo de tornar o ENEM mais parecido com o vestibular, já que agora o exame tem essa função. Mas o ENEM avalia competências ou conteúdos? Na minha opinião, esta pergunta parte do pressuposto equivocado de que alguém pode ser competente sem ter informações específicas. Mas isso é outra estória.

Para facilitar a vida do colega professor, coloquei abaixo os conteúdos de biologia do presentes no Edital ENEM 2011, que são os mesmos de 2009. Inseri, por conta própria, uma estrutura de sub tópicos e um índice para facilitar a visão geral. Se quiser, você também pode dar uma olhada nos conteúdos de biologia para Fuvest e Unicamp.

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