Políticas Estaduais de Educação

Reorganizando a reorganização de escolas
Políticas públicas de educação
Seg, 01 de Fevereiro de 2016 20:41, Escrito por Rodrigo Travitzki

Escrevi este texto no final do ano passado, tentando trazer um pouco de dados empíricos para a discussão sobre a "reorganização de escolas" proposta pelo governo do Estado de São Paulo. Ele saiu no blog do Paulo Saldaña, mas também deixo aqui registrado.


A Secretaria de Educação diz que a separação das escolas por ciclos deve melhorar o desempenho porque, “segundo o resultado do Idesp em 2014, as escolas de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos Anos Finais, 15,2%; e as escolas de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior”. O Idesp é um indicador de qualidade escolar produzido pelo Estado de São Paulo, à imagem e semelhança do Ideb, produzido pelo INEP. Ou seja, estes percentuais se referem ao quanto as escolas melhorariam, caso o único fator existente na educação fosse a mistura ou não entre alunos de idades muito diferentes. Isto abre algumas perguntas:

1. Mesmo que esta conclusão esteja correta, vale a pena segmentar as crianças em idades para otimizar seu desempenho em testes de múltipla escolha?

2. Estes resultados podem ser confirmados com as informações disponíveis publicamente?

3. Estes percentuais se referem ao nível das escolas: mas serão iguais no nível dos alunos? Afinal, o todo e as partes são coisas diferentes, e o que importa é o aprendizado dos alunos.

4. O que aconteceria se introduzíssemos outras variáveis na equação? Afinal, a educação não é um fenômeno que possa ser explicado por uma única variável.

Pois bem, vou tentar responder algumas destas questões, com algumas limitações técnicas, mas de forma clara e transparente.

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Problemas na transparência de informação sobre educação na Copa
Políticas públicas de educação
Qua, 28 de Maio de 2014 18:21, Escrito por Rodrigo Travitzki

A falta de transparência nas informações públicas é um problema muito maior do que imaginamos, pois ele toca no coração do espírito democrático. E, aliás, qual não informação não é pública, uma vez que seja "descoberta" ou "criada"? No caso da educação, vale destacar um caso recente. Diz o portal A Pública:

"Durante dois meses, nossos repórteres procuraram os dois órgãos federais, estudaram a legislação e conversaram com especialistas para chegar ao dado correto. Descobriram que não existe uma base de dados única, nem uma norma nacional de como contabilizar os repasses de verbas federais para educação. Os números, portanto, podem ser facilmente manipulados de acordo com as conveniências políticas do momento. Acompanhe a saga da Pública em busca dos dados e entenda esse bicho de sete cabeças."

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Governo de São Paulo não quer compartilhar informações sobre as escolas
Políticas públicas de educação
Sex, 08 de Março de 2013 17:13, Escrito por Rodrigo Travitzki

No mundo todo, as escolas estão sendo chamadas para prestar contas de seus serviços e diversos estudos internacionais mostram que a transparência das informações sobre as escolas tendem a auxiliar na melhoria da qualidade do ensino. É seguindo essa onda que os governos no Brasil resolveram começar a publicar resultados das escolas nos exames, como o ENEM. Mas a transparência de informações não pode ficar restrita aos resultados em exames, até porque eles não dizem muito sobre como melhorar a escola. Na contramão das políticas de educação no mundo, o governo paulista parece preocupado em proteger informações importantes sobre as escolas, que poderiam ajudar bastante na melhoria da qualidade de ensino. O artigo "Os arquivos confidenciais das escolas", de Helena Singer, discute bem esta questão.

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