Políticas Estaduais de Educação

Primavera paulista: resistência estudantil
Políticas públicas de educação
Seg, 16 de Novembro de 2015 08:28, Escrito por Lilian L'Abbate Kelian e Iara Haazs

No dia 10 de novembro, estudantes das escolas públicas do Estado de São Paulo iniciaram um movimento de ocupação das suas escolas para impedir a implementação da Proposta de Reorganizacao Escolar do governo estadual.

A proposta que irá afetar 311 mil estudantes e respectivas famílias, 74 mil professores em 1464 escolas começou a ser anunciada pela Secretaria de Educacao em setembro. De acordo com o secretário Herman Voorwald, a Proposta está baseada em diversos estudos e dados estatisticos e visa a melhoria da qualidade de ensino. A ideia principal é a separação dos três diferentes níveis de ensino Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio em prédios diferentes, de forma a reduzir a complexidade da gestão escolar.

Especialistas convergem na ideia de que há necessidade de uma reestruturação, mas são unânimes em afirmar que a Proposta deve ser amplamente discutida. No entanto, nem a Proposta, nem os estudos foram publicizados.

Desde 06 de outubro, os estudantes vem fazendo manifestações para exigir que a secretaria apresente a Proposta no detalhe. Os protestos se intensificaram porque no dia 25 de outubro a secretaria anunciou o fechamento de 94 escolas, e os seus prédios serão disponibilizados para escolas técnicas ou para a a rede municipal de ensino.

No dia 10, estudantes ocuparam 2 escolas, a E E Fernao Dias Paes e a E E Diadema. Só após a ocupação o governo se dipôs a negociar com os jovens, mas as negociacões falharam porque os estudantes não aceitaram desocupar as escolas e ir até o palácio do governo, exigindo que os representantes do governo fossem negociar nas escolas. O governo enviou a policia militar para desocupar a escola, porém uma decisão judicial impediu que os policiais entrassem na escola. Segundo o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que suspendeu as ordens de reintegração, “As ocupações - realizadas majoritariamente pelos estudantes das próprias escolas - revestem-se de caráter eminentemente protestante. Visa-se, pois, não à inversão da posse, a merecer proteção nesta via da ação possessória, mas sim à oitiva de uma pauta reivindicatória que busca maior participação da comunidade no processo decisório da gestão escolar".

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Poligremia Estudantil
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
Qua, 23 de Novembro de 2011 17:56, Escrito por João, Nathan e Pedro

1- INFORMAÇÕES GERAIS

A Poligremia Estudantil é um coletivo de grêmios secundaristas de colégios públicos e privados da cidade de São Paulo. Contando com cerca de doze colégios, os membros desse coletivo têm a possibilidade de organizar eventos culturais, discussões e lutas políticas de forma a envolver estudantes de diferentes perfis e idades.

Apesar de haver uma variedade no perfil dos alunos, a unidade se consolida pela compreensão de todos os envolvidos quanto à necessidade de se tomar partido frente às desigualdades presentes no mundo. De forma que também há a compreensão de que este espaço não será determinante para realizar tais mudanças, mas é de grande importância dada a sua capacidade de mobilização.

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