Educação: Legislação

Reorganizando a reorganização de escolas
Políticas públicas de educação
Seg, 01 de Fevereiro de 2016 20:41, Escrito por Rodrigo Travitzki

Escrevi este texto no final do ano passado, tentando trazer um pouco de dados empíricos para a discussão sobre a "reorganização de escolas" proposta pelo governo do Estado de São Paulo. Ele saiu no blog do Paulo Saldaña, mas também deixo aqui registrado.


A Secretaria de Educação diz que a separação das escolas por ciclos deve melhorar o desempenho porque, “segundo o resultado do Idesp em 2014, as escolas de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos Anos Finais, 15,2%; e as escolas de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior”. O Idesp é um indicador de qualidade escolar produzido pelo Estado de São Paulo, à imagem e semelhança do Ideb, produzido pelo INEP. Ou seja, estes percentuais se referem ao quanto as escolas melhorariam, caso o único fator existente na educação fosse a mistura ou não entre alunos de idades muito diferentes. Isto abre algumas perguntas:

1. Mesmo que esta conclusão esteja correta, vale a pena segmentar as crianças em idades para otimizar seu desempenho em testes de múltipla escolha?

2. Estes resultados podem ser confirmados com as informações disponíveis publicamente?

3. Estes percentuais se referem ao nível das escolas: mas serão iguais no nível dos alunos? Afinal, o todo e as partes são coisas diferentes, e o que importa é o aprendizado dos alunos.

4. O que aconteceria se introduzíssemos outras variáveis na equação? Afinal, a educação não é um fenômeno que possa ser explicado por uma única variável.

Pois bem, vou tentar responder algumas destas questões, com algumas limitações técnicas, mas de forma clara e transparente.

Leia mais...
Precisamos proteger a ideia da educação pública, diz Jorge Larrosa
Em busca da democracia
Sex, 09 de Outubro de 2015 11:15, Escrito por Rodrigo Travitzki

O professor da Universidade de Barcelona Jorge Larrosa é um autor conhecido entre educadores brasileiros. Nesta entrevista, ele fala sobre a antiga ideia de educação pública com escola igual para todos, em contraste com o estado atual das coisas, onde o público vem dando lugar ao privado. Não se trata de opor o estatal ao particular, o governo ao indivíduo. É mais complicado que isso.

O interesse público, diz ele, não é simplesmente um equilíbrio dos interesses particulares, mas algo de todos. Assim é (idealmente) na democracia e assim deve ser na educação, acredita. Mesmo a escola particular, por ser escola, presta um serviço público, é de interesse público.

Leia mais...
Educadores sem fronteiras.
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
Ter, 04 de Dezembro de 2012 17:40, Escrito por Yuri Saad

Informações Gerais:

A organização não governamental conhecido como ”Educadores sem Fronteiras” tem como objetivo democratizar a educação dando aulas de acompanhamento educacional, complementando o ensino formal dado nas escolas. Fundado por Nádia Sacramento, Paulo Rocha e Maria José Ramos, estes três já tinham um histórico de educar jovens com dificuldades. Estes três se juntaram a mais seis amigos e acabaram se organizando para a manutenção da ONG. Lançada oficialmente em 12 de novembro de 2008.

Leia mais...
É justo os pais poderem escolher livremente a escola (pública) dos filhos?
Polêmicas
Qua, 24 de Agosto de 2011 00:13, Escrito por Rodrigo Travitzki

Uma interessante questão levantada por Xavier Bonal, da Universidade Autônoma de Barcelona. Ele se refere às escolas totalmente ou parcialmente financiadas pelo estado, e analisa a experiência recente da Espanha.

Se a liberdade é um dos fundamentos da democracia, talvez a justiça seja algo ainda mais fundamental. Em que medida estes dois princípios se distanciam na questão do ensino público?

Leia mais...
Reportagem revela corrupção na secretaria de educação de Barueri
Denúncias
Ter, 23 de Março de 2010 00:41, Escrito por Rodrigo Travitzki

A equipe de Marcelo Tas (programa CQC, da Bandeirantes) doou uma TV de última geração para a secretaria de educação do município de Barueri, chefiada pelo irmão do prefeito. O aparelho, que deveria ser destinado a uma escola, foi parar na casa de uma família. Tinha um GPS dentro. A reportagem foi uma verdadeira obra-prima, cheia de suspense, mistério, contradições explícitas e, principalmente, terror.

Leia mais clicando aqui



Página 1 de 3



Para que serve a educação?
 

Selecione uma palavra-chave