Para quem chutar as respostas, os acertos valerão menos. Isso é possível, segundo dizem, graças à Teoria de Resposta ao Item (TRI). Como sabemos, nem sempre a bela teoria tem uma prática à altura. Veremos se este ano a prova do ENEM será feita com mais cuidado do que no ano passado.
Seguem mais informações:
"CHUTAR" SERÁ VANTAJOSO?
O sistema de TRI entende que, estatisticamente, quem erra questões fáceis não acerta as difíceis e um eventual acerto pode ser classificado como "chute". Assim, na escala de proficiência do candidato (nota final), o chute não será tão vantajoso quanto seria se o sistema calculasse apenas a quantidade de acertos"
http://www.comvest.unicamp.br/clipping/ano2009/clipping0716.html
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"O sistema de TRI (Teoria da Resposta ao Item) permite identificar, de acordo com o padrão de respostas de cada candidato, aqueles que tenham acertado determinada questão com base no "chute".
Com a TRI, o cálculo da nota não será baseado em quantidade de acertos, mas em grau de conhecimento - haverá um equilíbrio entre questões de nível fácil, médio e difícil.
Segundo Heliton Ribeiro Tavares, diretor de avaliação da Educação Básica do MEC, "o chute não vai facilitar tanto como antes". "Todo o sistema é baseado em técnicas estatísticas. Não é esperado que um candidato que erra questões fáceis acerte uma difícil."
De acordo com professores de cursinhos ouvidos pelo Agora, a adoção da TRI é positiva. "O sistema cria uma discriminação real, mais acentuada, de quem tem o melhor desempenho", afirma Tadeu Terra, professor do COC.
A TRI também vai permitir que as provas de anos diferentes sejam comparadas, justamente devido ao nível de complexidade. Essa diferença, segundo Tavares, é imprescindível a um exame que pretende atender a diversos objetivos - avaliação do ensino médio, vestibular e substituir o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos).
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC responsável pelo Enem, o sistema de TRI é usado desde 1995 pelo Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e desde 2005 pela Prova Brasil, exame complementar ao Saeb.
A TRI é ainda utilizada pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e foi adotada pelo Insper (antigo Ibmec-SP) pela primeira vez na prova de 31 de maio último.
Para Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo, existe uma "tendência mundial" para a utilização da TRI. "Acredito que [o método] vai acabar sendo adotado por outros vestibulares."
http://www.agora.uol.com.br/dicas/ult10107u588884.shtml
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