Paulo Renato propõe plano de carreira (e salário) para os professores de São Paulo

Qua, 05 de Agosto de 2009 12:19 Rodrigo Travitzki Políticas públicas de educação
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As primeiras notícias vieram, como de costume na educação paulista, na Folha, mas o trecho abaixo vem do Estado, só pra variar... Para os mais preguiçosos, um vídeo com o Paulo Renato explicando a coisa.

OBSERVAÇÃO: Paulo Renato acha o bônus revolucionário. Diz, orgulhoso, que os professores gostaram do bônus e que ninguém reclamou, nem o sindicato. Minutos depois afirma que praticamente todos receberam bônus (195 de 230). Mas juntando estas duas informações fica meio estranho... o populismo de Lula nos bolsa-alguma-coisa não é diferente de bônus-pra-todo-mundo. Como diz Vanucci, 2010 tá logo ali...

Seguem mais informações.

"04/08/2009 - O Estado de S. Paulo
Serra quer reajuste ligado a desempenho de professor
Proposta prevê reajuste após quatro anos de trabalho, conforme resultado de prova aplicada pela secretaria

SÃO PAULO - A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo apresentará nos próximos dias um projeto de lei que altera a forma de evolução na carreira do magistério, associando o reajuste salarial ao desempenho do professor em provas aplicadas regularmente pelo governo. Hoje, os docentes da rede ganham aumento por tempo de serviço e conclusão de cursos, como mestrados e especializações.

"Estamos criando níveis na carreira vinculados ao aperfeiçoamento do professor e criando faixas salariais que vão responder a esse aperfeiçoamento", afirmou ontem o secretário Paulo Renato Souza, após participar de evento promovido pela Fundação Itaú Social.

A proposta, que precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa para entrar em vigor, cria cinco faixas salariais para os professores da rede. Desse modo, ao ser aprovado em concurso público e ingressar na carreira, o professor receberá o salário base, no valor de R$ 1.597 para 40 horas semanais. Ele deverá permanecer por quatro anos com esse salário, e ficar pelo menos três anos na mesma escola sem ultrapassar o limite de faltas permitidas pela rede - pelo menos 12 por ano.

Após esse período, o professor poderá prestar uma prova aplicada pela secretaria, conforme antecipou na segunda-feira a Folha de S.Paulo. Os 20% que alcançarem as melhores notas poderão ter aumentos de 25% e, assim, migrarem para a faixa salarial seguinte.

Paulo Renato explicou que a concessão de reajustes para os docentes bem avaliados, no entanto, estará sujeita ao orçamento do Estado. "Dependendo das disponibilidades orçamentárias, até 20% dos professores poderão ascender à faixa seguinte ao fazer a prova", disse
"

**OBS: as duas palavras em negrito acima são as preferidas dos políticos e estatísticos. Nada é garantido, mas tudo parece muito correto, lógico e científico.

*Retirado de:

http://www.deolhonaeducacao.org.br/Comunicacao.aspx?action=5&mID=4222

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2009 21:30