E a coisa continua preta nas politicas da educação paulista. Para alguns, a secretaria está se esforçando para fazer seu trabalho mas esbarra na inércia do sistema. Para outros, ela está sendo centralizadora e ineficaz. Mas uma coisa chama atenção. É a maneira como a meritocracia está sendo praticada na educação de São Paulo.
Na teoria
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- Bons professores ganham bônus como recompensa ao serviço bem feito
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- Maus professores recebem ajuda para melhorar ou são afastados do cargo.
Na prática
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“MAUS” PROFESSORES
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A prova para temporários feita pela secretaria foi um esforço em vão, dinheiro jogado fora. O tal “professor nota zero” continua dando aulas e nem recebeu ajuda para se aprimorar. Culpa da APEOESP? Certamente. Podemos também culpar a juíza, ou o sistema legal, enfim. Mas será que a secretaria também não deu brechas demais? Será que a prova foi realmente bem feita e bem aplicada? Segundo nossa análise, o número de professores com nota zero é estatisticamente improvável. Será este número confiável? Aliás, por que ele não foi divulgado oficialmente? Os argumentos da liminar iam neste sentido, apontando irregularidades no processo. Terão sido elas tão grandes a ponto de anular prova? Não sei, mas creio que este é o ponto central da discussão. Na prática, o que fazer este ano? Não dar brecha. A prova tem que ser muito bem feita, assim como sua aplicação e divulgação de resultados. Não pode dar brechas para sindicatos, juízes, professores, pais, alunos, enfim. Porque uma prova mal aplicada é pior do que prova nenhuma.
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“BONS” PROFESSORES
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Os arautos do saber não sabem quando (ou se) receberão o bônus. A secretaria divulga poucos dados oficiais, e ficamos sabendo das coisas através de alguns poucos jornalistas. Na verdade, dois: o Dimenstein, da Folha, e o Bruno Saia, do Agora (que é da Folha). No próprio site do governo estadual, ao invés de um “comunicado oficial”, encontramos uma matéria recortada do Agora. Segundo ela, o bônus virá até trinta de março. É informação garantida? Vamos ver...
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Os critérios para ganhar bônus são controversos e obscuros. São divulgados números e rankings, sem dizer como foram feitos os cálculos. Falta transparência e objetividade.
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O que fazer com os bons professores das escolas ruins?
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A divulgação do bônus às vezes se parece com a propaganda do Baú da Felicidade, mostrando aquela senhora sorridente que ganhou uma casa bonita. Veja, por exemplo, a página de boas notícias da secretaria de educação: “Professor estadual ganha bônus de até R$ 6.000” (mais uma vez, notícia do Agora). Neste ano, o piso máximo do bônus foi, se não me engano, para 8 mil reais. Vamos ver...
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Os professores se dividem, mas uma grande parte está bastante desconfortável com a questão do bônus. Você pode ter uma idéia da confusão lendo os comentários no final deste artigo.
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Já ouvi relatos dizendo que o atraso nas bonificações acaba fazendo com que muitas se acumulem. Assim, na hora do pagamento, caso esta soma ultrapasse mil e tantos reais, uma parcela será comida pelo imposto de renda. Ou seja, o atraso traria uma “vantagem econômica” para o governo. Não sei se o argumento é verdadeiro, mas vale a pena investigar.
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