Esta é uma pergunta antiga, que remonta aos primórdios da filosofia. O ser humano é geralmente considerado uma grande potência pouco realizada. Hoje costuma-se repetir, em certos momentos profundos, a frase "usamos apenas 10% da nossa capacidade cerebral" - mesmo sem que os neurocientistas tenham chegado a um consenso de como o cérebro funciona.
A idéia de que o homem pode ser mais do que é sempre nos acompanhou. A radicalização desta idéia, na forma de preconceito e elitismo, também parece estar presente em todas eras. Mas ao final do século XX, esta questão antes meramente filosófica tem se tornado cada vez mais prática, principalmente devido ao avanço da biotecnologia e também das psicologias.
No trecho abaixo, o professor Oswaldo Giacóia comenta a polêmica entre Habermas e Sloterdijk, que trata justamente desta questão. O pano de fundo é uma aula sobre Nietzsche, tratando da diferença entre o "super-homem" (tradução mal feita) e o "além do homem" (tradução mais adequada).
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Comento abaixo alguns trechos da reportagem MEC diz que criacionismo não é tema para aula de ciências, de Fábio Takahashi e Talita Bedinelli (Folha de S.Paulo 13/12/2008). Veja também a disc...