RIZOMAS * Educação e cultura https://rizomas.net/component/content/frontpage.html Thu, 19 Jul 2018 02:08:50 +0000 Joomla! 1.5 - Open Source Content Management pt-br Escolas particulares de São Paulo entram em greve nesta quarta feira 23. Veja as cartas de professores e comunidades https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/469-escolas-particulares-de-sao-paulo-entram-em-greve-nesta-quarta-feira-23-veja-as-cartas-de-professores-e-comunidades.html https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/469-escolas-particulares-de-sao-paulo-entram-em-greve-nesta-quarta-feira-23-veja-as-cartas-de-professores-e-comunidades.html Professores, famílias e escolas particulares de São Paulo se unificaram contra uma das consequências da reforma trabalhista. O sindicado das escolas (SIEEESP) propôs, no início do ano, grandes alterações nas regras que definem as condições de trabalho do professor das escolas particulares (a Convenção Coletiva). Mas na verdade não foi uma “proposta” pois não houve negociação com o sindicato dos professores (SINPRO). As alterações que o SIEEESP quer impor aos professores certamente levarão a uma piora na qualidade das escolas.

A resposta da categoria é clara: paralisação das atividades na próxima 4ª feira, dia 23 (veja a notícia aqui). Mas não se trata de defender apenas a categoria dos professores neste momento de crise, e sim de defender a qualidade da educação no Brasil. Sem valorização do professor, não há qualidade possível.

Diversas escolas escreveram cartas tratando deste tema, às vezes assinadas pelos professores, às vezes pela direção e pelas famílias. Você pode ver as cartas reunidas neste site: https://cartaspelaeducacao.tumblr.com/archive

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Mon, 21 May 2018 15:45:55 +0000
4 crenças equivocadas sobre a avaliação em larga escala https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/468-4-crencas-equivocadas-sobre-a-avaliacao-em-larga-escala.html https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/468-4-crencas-equivocadas-sobre-a-avaliacao-em-larga-escala.html A avaliação em larga escala de alunos, escolas e redes de ensino tem tido cada vez mais influência na educação brasileira e mundial. No Brasil temos o SAEB e o ENEM, além das avaliações estaduais. Para que possamos aproveitar o que a avaliação em larga escala tem de positivo e evitar efeitos indesejados, é preciso conhecer seus limites.

Traduzimos abaixo o supra sumo de um artigo do pesquisador Rick Stiggins, identificando quatro crenças equivocas e quatro crenças mais produtivas sobre o tema.

 


Avaliação em larga escala 

1) Crença equivocada: Testes padronizados com consequências são bons para todos os estudantes porque motivam eles a aprenderem

Crença mais produtiva: Testes padronizados com consequências sem ambientes favoráveis à avaliação na sala de aula prejudicam os alunos com dificuldades

 

2) Crença equivocada: são as decisões instrucionais dos adultos que mais contribuem para o aprendizado dos estudantes e eficácia escolar.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais dos estudantes são fundamentais, suas necessidades de informação devem ser atendidas.

 

3) Crença equivocada: as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas uma vez por ano.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas diariamente na sala de aula.

 

4)Crença equivocada: professores e gestores não precisam conhecer os princípios da prática avaliativa – o profissionais em testes cuidarão disso por nós.

Crença mais produtiva:professores precisam possuir e estar prontos para utilizar conhecimentos sobre práticas de avaliação na sala de aula.

 

FONTE:

"New Assessment Beliefs for a New School Mission", de Rick Stiggins

http://www.michigan.gov/documents/mde/Stiggins_Article_NewBeliefs_189511_7.pdf

 

 

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Mon, 16 Apr 2018 00:07:00 +0000
Tabela periódica ilustrada com utilidade dos elementos https://rizomas.net/cultura-escolar/material-didatico/ciencias/466-tabela-periodica-ilustrada-com-utilidade-dos-elementos.html https://rizomas.net/cultura-escolar/material-didatico/ciencias/466-tabela-periodica-ilustrada-com-utilidade-dos-elementos.html Em quase toda a sala de aula do mundo há uma Tabela Periódica dos Elementos, mas mesmo assim esta importante invenção da humanidade ainda é difícil de ser assimilada pelos alunos. Por que? Um dos motivos pode ser a pouca familiaridade das pessoas com os nomes dos elementos químicos. O que é Tungstênio? Para que serve? Outro motivo pode ser o excesso de números da tabela (o que também pode ser uma de suas qualidades, para aqueles que gostam de números).

A Tabela periódica criada por Keith Enevoldsen ajuda a contornar estes dois problemas. Ela mostra, no lugar de cada elemento, uma imagem de algo relacionado à sua utilidade prática. Creio que pode ser bastante útil aos professores de ciências e de química. Você pode ler mais sobre esta tabela em um artigo da Revista Galileu e outro do G1.

Links úteis (em inglês):

Versão interativa da Tabela Periódica ilustrada (você clica no elemento e ele aparece maior e mais detalhado)

Versão para impressão simples (só a tabela)

Versão para impressão completa (há também uma tabela periódica com pequenos textos sobre cada elemento)

 

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Wed, 01 Feb 2017 16:12:53 +0000
Qual é o papel do professor em tempos de polêmicas políticas? https://rizomas.net/democracia/462-qual-e-o-papel-do-professor-em-tempos-de-polemicas-politicas.html https://rizomas.net/democracia/462-qual-e-o-papel-do-professor-em-tempos-de-polemicas-politicas.html Há quem acredite que o professor não pode interferir em política, pois sempre acaba puxando a sardinha pro seu lado. Acho que esse ponto de vista tem uma visão muito restrita do que é política e/ou do que é professor. A política se faz com atos cotidianos, não apenas posições partidárias. E o professor é muito mais do que um transmissor neutro de conteúdos, ele é um exemplo de ser humano, de preferência um excelente exemplo.

O professor, como qualquer outro ser humano, é um ser político, a diferença é que ele precisa ter certos cuidados enquanto "professa". Ele precisa ensinar o aluno a pensar por si próprio, ouvir os outros, entender e ser entendido. Em termos afetivos, o aluno precisa gostar de se expressar e de entender os outros, o que tem tudo a ver com o modo como se opera no cotidiano. Sendo assim, mesmo quando discorda veemente de uma opinião do aluno (ainda por cima mal formulada!), um bom professor talvez perguntasse: "não entendi bem, você pode explicar melhor?". Depois elogiaria a melhor clareza da opinião e perguntaria, então, a opinião da classe. E a conversa continuaria, ampliando nos alunos a capacidade de compreensão de si, do outro e do mundo.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Fri, 15 Apr 2016 22:47:55 +0000
Reorganizando a reorganização de escolas https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/461-reorganizando-a-reorganizacao-de-escolas.html https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/461-reorganizando-a-reorganizacao-de-escolas.html Escrevi este texto no final do ano passado, tentando trazer um pouco de dados empíricos para a discussão sobre a "reorganização de escolas" proposta pelo governo do Estado de São Paulo. Ele saiu no blog do Paulo Saldaña, mas também deixo aqui registrado.


A Secretaria de Educação diz que a separação das escolas por ciclos deve melhorar o desempenho porque, “segundo o resultado do Idesp em 2014, as escolas de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos Anos Finais, 15,2%; e as escolas de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior”. O Idesp é um indicador de qualidade escolar produzido pelo Estado de São Paulo, à imagem e semelhança do Ideb, produzido pelo INEP. Ou seja, estes percentuais se referem ao quanto as escolas melhorariam, caso o único fator existente na educação fosse a mistura ou não entre alunos de idades muito diferentes. Isto abre algumas perguntas:

1. Mesmo que esta conclusão esteja correta, vale a pena segmentar as crianças em idades para otimizar seu desempenho em testes de múltipla escolha?

2. Estes resultados podem ser confirmados com as informações disponíveis publicamente?

3. Estes percentuais se referem ao nível das escolas: mas serão iguais no nível dos alunos? Afinal, o todo e as partes são coisas diferentes, e o que importa é o aprendizado dos alunos.

4. O que aconteceria se introduzíssemos outras variáveis na equação? Afinal, a educação não é um fenômeno que possa ser explicado por uma única variável.

Pois bem, vou tentar responder algumas destas questões, com algumas limitações técnicas, mas de forma clara e transparente.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Mon, 01 Feb 2016 23:41:48 +0000
Primavera paulista: resistência estudantil https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/460-primavera-paulista-resistencia-estudantil.html https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/460-primavera-paulista-resistencia-estudantil.html No dia 10 de novembro, estudantes das escolas públicas do Estado de São Paulo iniciaram um movimento de ocupação das suas escolas para impedir a implementação da Proposta de Reorganizacao Escolar do governo estadual.

A proposta que irá afetar 311 mil estudantes e respectivas famílias, 74 mil professores em 1464 escolas começou a ser anunciada pela Secretaria de Educacao em setembro. De acordo com o secretário Herman Voorwald, a Proposta está baseada em diversos estudos e dados estatisticos e visa a melhoria da qualidade de ensino. A ideia principal é a separação dos três diferentes níveis de ensino Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio em prédios diferentes, de forma a reduzir a complexidade da gestão escolar.

Especialistas convergem na ideia de que há necessidade de uma reestruturação, mas são unânimes em afirmar que a Proposta deve ser amplamente discutida. No entanto, nem a Proposta, nem os estudos foram publicizados.

Desde 06 de outubro, os estudantes vem fazendo manifestações para exigir que a secretaria apresente a Proposta no detalhe. Os protestos se intensificaram porque no dia 25 de outubro a secretaria anunciou o fechamento de 94 escolas, e os seus prédios serão disponibilizados para escolas técnicas ou para a a rede municipal de ensino.

No dia 10, estudantes ocuparam 2 escolas, a E E Fernao Dias Paes e a E E Diadema. Só após a ocupação o governo se dipôs a negociar com os jovens, mas as negociacões falharam porque os estudantes não aceitaram desocupar as escolas e ir até o palácio do governo, exigindo que os representantes do governo fossem negociar nas escolas. O governo enviou a policia militar para desocupar a escola, porém uma decisão judicial impediu que os policiais entrassem na escola. Segundo o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que suspendeu as ordens de reintegração, “As ocupações - realizadas majoritariamente pelos estudantes das próprias escolas - revestem-se de caráter eminentemente protestante. Visa-se, pois, não à inversão da posse, a merecer proteção nesta via da ação possessória, mas sim à oitiva de uma pauta reivindicatória que busca maior participação da comunidade no processo decisório da gestão escolar".

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lilianlkelian@gmail.com (Lilian L'Abbate Kelian e Iara Haazs) frontpage Mon, 16 Nov 2015 11:28:31 +0000
Bauman e a educação atual https://rizomas.net/filosofia/principios-filosoficos/458-bauman-e-a-educacao-atual.html https://rizomas.net/filosofia/principios-filosoficos/458-bauman-e-a-educacao-atual.html Em sua extensa carreira, Zygmunt Bauman chegou a abordar diversas esferas da vida em sociedade que a sociologia poderia se meter, inclusive a educação na atualidade. Em relação à educação, althá duas visões sobre a escola e o sistema de ensino que podem ser vistas em seus livros. As informações são da Carta Capital.

Segundo sua obra “Legisladores e Intérpretes: sobre a modernidade, a pós-modernidade e os intelectuais”, a escola seria uma fábrica de ordem. Com uma perspectiva claramente influenciada por Michel Foucault, Bauman pensa o local onde o ensino é praticado como o momento da reprodução da ordem vigente. Ou seja, uma tentativa de manter o mundo de acordo com os planejamentos do Estado.

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vinicius.lima121@gmail.com (Vinicius Siqueira de Lima) frontpage Tue, 10 Nov 2015 16:11:59 +0000
Quem foi Simone de Beauvoir? https://rizomas.net/democracia/459-quem-foi-simone-de-beauvoir.html https://rizomas.net/democracia/459-quem-foi-simone-de-beauvoir.html Nesta semana dedicada ao feminismo - entendido aqui como a busca por igualdade em um mundo machista - vale a pena conhecer melhor a mulher que apareceu no ENEM e, infelizmente, gerou polêmicas nos rincões. O vídeo abaixo é um documentário da Globo sobre a vida e a importância de Simone de Beauvoir, tem inclusive alguns comentários de Fernanda Montenegro. Para todos nós, vale a pena dar uma olhada. Para os professores de sociologia, é um possível recurso pedagógico.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Wed, 04 Nov 2015 13:35:28 +0000
O “ranking do ENEM” às vésperas da primeira década https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/457-o-ranking-do-enem-as-vesperas-da-primeira-decada.html https://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/457-o-ranking-do-enem-as-vesperas-da-primeira-decada.html

O valor mercadológico do “ranking do ENEM” é inquestionável, até porque o mercado sabe o real valor de um exame de admissão para universidades boas e gratuitas num país como o Brasil. Mas o valor “científico” destes dados, por outro lado, é bastante limitado. Não se pode, por exemplo, afirmar coisas básicas como “a nota de São Paulo melhorou no ENEM e portanto São Paulo melhorou”. Um tipo de erro que tem sido bem comum, aliás. No Pós Doutorado que acabo de terminar, não usamos os dados do ENEM para comparar escolas, exatamente porque notamos muitas limitações. Acabamos usando os dados da Prova Brasil (também do INEP), mais confiáveis para esta finalidade.

É preciso, portanto, ter consciência das limitações dos resultados do ENEM, relativizar todo o apelo mercadológico que eles acabam representando. Os resultados se aplicam aos indivíduos e só nesse nível tem alguma “garantia científica”. O todo e as partes são coisas diferentes. Além disso, é preciso ter em mente que o mundo real, aquele que importa, vai muito além dos rankings e vitrines.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Mon, 19 Oct 2015 01:15:42 +0000
Precisamos proteger a ideia da educação pública, diz Jorge Larrosa https://rizomas.net/democracia/456-precisamos-proteger-a-ideia-da-educacao-publica-diz-jorge-larrosa.html https://rizomas.net/democracia/456-precisamos-proteger-a-ideia-da-educacao-publica-diz-jorge-larrosa.html O professor da Universidade de Barcelona Jorge Larrosa é um autor conhecido entre educadores brasileiros. Nesta entrevista, ele fala sobre a antiga ideia de educação pública com escola igual para todos, em contraste com o estado atual das coisas, onde o público vem dando lugar ao privado. Não se trata de opor o estatal ao particular, o governo ao indivíduo. É mais complicado que isso.

O interesse público, diz ele, não é simplesmente um equilíbrio dos interesses particulares, mas algo de todos. Assim é (idealmente) na democracia e assim deve ser na educação, acredita. Mesmo a escola particular, por ser escola, presta um serviço público, é de interesse público.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) frontpage Fri, 09 Oct 2015 14:15:23 +0000