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Educação
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Professores entram em greve em SP

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Diz o jornal O Estado de São Paulo:

"Cerca de mil professores da rede de ensino estadual de São Paulo reunidos nesta sexta-feira, 5, em assembleia, aprovaram entrar em greve na próxima segunda-feira. Sem reajuste salarial desde 2005, a categoria reivindica reposição de 34,3%.

Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), durante as negociações não houve acordo com o Governo, que não ofereceu nenhuma contraproposta.

Atualmente, um professor de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental tem salário-base de R$ 785,50, na jornada de 24 horas semanais (na jornada de 40 horas por semana, o valor passa para R$ 1.597,55). Para o corpo docente que leciona de 5ª a 8ª série e no Ensino Médio, o salário-base é R$ 909,32 (R$ 1.834,85 para 40 horas semanais). O último reajuste foi de 15%."

Leia tudo em Professores da rede de ensino estadual de SP aprovam greve

 

Quem quer ser professor? Pesquisa revela profissão em baixa

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Anda circulando por aí a notícia de que 2% dos jovens querem ser professor (a maioria quer fazer direito, engenharia e medicina). O dado vem de uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, foi divulgado pelo Gilberto Dimenstein e está por toda a rede. As "notícias-espetáculo" se espalham rapidamente, mas pouca gente dá atenção às letras miúdas. Resolvi dar uma olhada na pesquisa propriamente dita e vi muita coisa interessante/alarmante.

De fato, o estudo mostra que a profissão de professor está em baixa no imaginário dos jovens, mas seria bom fazer uma ressalva sobre o número. Esses 2% referem-se aos alunos que querem fazer pedagogia ou alguma licenciatura. Eu, por exemplo, que sou professor há dez anos, não teria feito esta opção no ensino médio. O número aumenta para 11% quando inclui as opções por carreiras acadêmicas, ligadas à docência (matemática, história, etc...).

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Uniban e as universidades "de mentirinha": tudo menos educação

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Para além de minissaias, loiras, jovens revoltados com a própria libido e escândalos midiáticos, o episódio da aluna da Uniban tem muito a nos ensinar. Ontem, descobri que ela foi expulsa desta "universidade", e ainda com o argumento "pegagógico" de que "a educação se faz com atitude e não com complacência". Bem, se a Uniban sabe o que é educação, isto é novidade pra mim. Até onde sei, a Uniban é uma empresa que serve para dar lucro, não para educar. Educar não dá lucro. Cursos de especialização sim, mas não universidades.

O artigo abaixo, retirado do portal do Luis Nassif, desenvolve melhor esta idéia. A febre por diplomas universitários (um problema da cultura brasileira) unida à política de "democratização" do ensino superior (o "liberou geral" instituído pelo MEC logo após a nova LDB) produziu esta barbárie no ensino superior. Para se ter uma idéia, no Brasil há quase dez vezes mais faculdades de direito que nos EUA (que é a "terra dos advogados") e há mais faculdades de medicina que em toda a Europa. Os jovens perdem tempo e dinheiro com cursos "de mentirinha", enquanto os donos enchem o bolso de dinheiro. Confira no artigo de André Araujo. Ah, e podem esperar que no próximo mês alguma revista de fotos femininas fará um "ensaio sensual com a loira da Uniban".

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Mudanças nas regras do Saresp podem ter interesse político

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Mudanças nas regras do Saresp podem ter interesse políticoSegundo a jornalista Adriana Ferraz, o governo do Estado de São Paulo mudou o critério de classificação para elevar a média das escolas. Diz o início da reportagem Governo Serra altera classificação das notas para elevar médias (Agora, 27/02/2010)

"A gestão José Serra (PSDB) modificou a classificação do Saresp para elevar as médias dos alunos. Se o modelo utilizado no ano passado fosse mantido, nenhuma das séries avaliadas teria superado o conceito básico.

Pelo novo sistema, a Secretaria de Estado da Educação reduziu o número de notas dentro de uma escala que vai de zero a 500 pontos. Até 2008, o exame oferecia quatro conceitos: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Agora são apenas três. O básico e o adequado transformaram-se em suficiente, puxando a média para cima."

 

Professores cariocas estão liberados para usar bermuda

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Curioso. Eu não sabia que era proibido dar aulas de bermuda. Deve ser alguma lei importada da Finlândia, o grande modelo mundial de educação (que vive sob a neve). Não é fácil fazer educação nos trópicos... Como será que estão fazendo no norte e nordeste do país?

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Escola passa a ser obrigatória dos 4 aos 17 anos

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Senado esta semana, que garante mais R$ 9 bilhões para o orçamento da educação, veio acompanhada de uma grande mudança no acesso ao ensino. Ela determina que as crianças terão que entrar obrigatoriamente na escola aos 4 anos, na pré-escola, e só poderão sair aos 17, após concluírem o ensino médio. Hoje, apenas o ensino fundamental, que compreende a faixa etária dos 6 aos 14 anos, é obrigatório. As redes municipais e estaduais terão até 2016 para implementar a mudança gradualmente.

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