...no afã de "modernizar" a educação, os educadores poderão estar simplesmente trazendo para o seu âmbito "juízos e preconceitos acerca da natureza da vida privada e do mundo público e sua relação mútua, característicos da sociedade moderna", mas que poderão revelar-se retrógrados e até mesmo perniciosos no ambiente escolar porque "a escola não é de modo algum o mundo e não deve fingir sê-lo; ela é, em vez disso, a instituição que interpomos entre o domínio privado do lar e o mundo, com o fito de fazer que seja possível a transição, de alguma forma, da família para o mundo"
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
"O Guri é um projeto socioeducativo que oferece continuamente, nos períodos de contra turno escolar, cursos de iniciação e teoria musical, coral e instrumentos de cordas, madeiras, sopro e percussão". As aulas são gratuitas e devem ser cursadas por jovens de 8 a 18 anos que freqüentam a escola regularmente.
(...) entendemos que o Projeto Guri junto com outros projetos de mesmo caráter, seria uma das forma de caminhar rumo a essa utopia a longo prazo, pois mesmo não sendo uma instituição de ensino regular, ele é um projeto de iniciativa do governo que trabalha com a educação, responsável por estimular o desempenho dos alunos. Mesmo que tal projeto seja, de certa forma, uma maneira de tentar suprir minimamente o que a própria educação pública do país não oferece, é importante entender que tal iniciativa estaria rumo à nossa utopia, pois não implicaria em intervenções de empresas privadas, seria um projeto sem fins lucrativos, o que é difícil de se ter nas sociedades modernas.
(257)
|
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas

Com relação às mulheres a violência ganha destaque: "Homicídios de mulheres fazem parte da realidade e do imaginário brasileiro há séculos, como mostra variada literatura de caráter jurídico, histórico, sociológico, revistas, notícias de jornal, além da dramaturgia, literatura de cordel, novelas de rádio e televisão, música popular, e pesquisas científicas". Ou seja, as mulheres enfrentam a "violência simbólica da mídia, dos livros escolares, da linguagem, a violência médica, sexual, psicológica, de assedio moral no trabalho, etc. Enfim, a violência nas relações familiares"
Blay, em 2005 numa pesquisa sobre direitos humanos e homicídios de mulheres constata que a violência se processa principalmente entre "o marido ou companheiro, o namorado, o noivo, o colega de escola enciumado sem nenhum vínculo, e todas estas categorias na condição de ex: ex-marido ou companheiro, ex-namorado, ex- noivo, ex- colega que se sentiu rejeitado, todos eles infringem uma violência fatal sobre meninas, adolescentes, mulheres de todas as faixas etárias em todos os locais além da casa e especialmente o local de trabalho, de lazer, a rua, etc."
(234)
|
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
A nossa utopia é uma sociedade que supere a forma mercadoria e na qual o valor de um produto seja atribuído pelo seu valor de uso sensível. Uma sociedade que não se organize para a produção de excedentes e lucro. Para explicá-la nos utilizaremos da teoria de Kurz. Em sua tese, Kurz apresenta-nos que tanto na sociedade capitalista quanto na socialista, o trabalho é tido como um pressuposto fundamental com finalidade em si mesmo. Embora se apresente como essência supra-histórica, só existe na forma de exploração econômica abstrata na modernidade, o que o desqualifica como alicerce social inerente à natureza humana. A positivação do trabalho abstrato, na verdade, só se difere quanto à sua forma, pois enquanto no capitalismo o mito do trabalho, proveniente da ética protestante, prega a acumulação de capital individualista, no socialismo este fim é ainda mais abstrato, e se justifica pela dignificação de uma riqueza nacional, alienando-se completamente das necessidades humanas e transfigurando-se também em religião.
(204)
|
Ciências
Esta página foi feita especialmente para os professores recém chegados à sala de aula, e também para os mais experientes que nunca param de ter novas ideias - mas não fazem questão de ficar reinventando a roda. Há muita coisa boa inventada pelos que nos antecederam, vale a pena dar uma olhada.
Usando um recurso do google, fiz o mecanismo de busca abaixo, especialmente para encontrar atividades práticas e experimentos de ciências, com laboratório ou não. Espero que possa ajudar. Mais abaixo tem alguns links para páginas cheias de atividades.
(3312)
|
Filmes e imagens
Fiz este esquema depois de observar vários outros que estão disponíveis na internet. Procurei separar as idéias dos fatos, o mundo inteligível do sensível. Tentei também utilizar termos mais técnicos, como indução e dedução (ou raciocínio indutivo-dedutivo), mas de forma que todos pudessem entender. Escrevi também um texto sobre princípios científicos usando a biologia como exemplo.
(1610)
|
A prova de biologia da fuvest (vestibular da USP) me surpreendeu este ano. Questões inteligentes, sem decoreba inútil. Os conteúdos avaliados se distribuíram bem entre as áreas da biologia. Dizem meus alunos que os professores de cursinho não ficaram satisfeitos com a prova desse ano. Não sei porque. Mas fico feliz de saber que "vestibulologia" não é uma ciência exata. Porque se ela virar exata, adeus escolas. O sistema educacional vai ter pré-cursinhos desde a infância. Hoje, muitas escolas dão mega-provas para que seus pimpolhos tenham boas notas no ENEM. Isso começa bem cedo.
Talvez alguns venham a dizer que estava muito fácil, que assim não dá para separar direito os alunos, porque estatisticamente não-sei-o-que... Mas creio que a estatística deve vir em segundo plano, especialmente em uma prova que é referência para todo o Brasil. Que tipos de coisa se deve ensinar em um curso de biologia? Até onde é obrigatório aprofundar cada conteúdo, cada assunto? A resposta a essas perguntas está bastante vinculada às questões elaboradas nos vestibulares de universidades como a USP e a Unicamp. Neste sentido é que considero bastante adequada a prova de biologia da Fuvest deste ano.