trabalho

Por uma sociedade que supere a mercadoria
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
Dom, 09 de Maio de 2010 09:08, Escrito por Gabriela Barcellos

A nossa utopia é uma sociedade que supere a forma mercadoria e na qual o valor de um produto seja atribuído pelo seu valor de uso sensível. Uma sociedade que não se organize para a produção de excedentes e lucro. Para explicá-la nos utilizaremos da teoria de Kurz. Em sua tese, Kurz apresenta-nos que tanto na sociedade capitalista quanto na socialista, o trabalho é tido como um pressuposto fundamental com finalidade em si mesmo. Embora se apresente como essência supra-histórica, só existe na forma de exploração econômica abstrata na modernidade, o que o desqualifica como alicerce social inerente à natureza humana. A positivação do trabalho abstrato, na verdade, só se difere quanto à sua forma, pois enquanto no capitalismo o mito do trabalho, proveniente da ética protestante, prega a acumulação de capital individualista, no socialismo este fim é ainda mais abstrato, e se justifica pela dignificação de uma riqueza nacional, alienando-se completamente das necessidades humanas e transfigurando-se também em religião.

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O trabalho realmente dignifica o homem?
Polêmicas
Sáb, 01 de Maio de 2010 21:19, Escrito por Rodrigo Travitzki

Dia do trabalho. O que estamos comemorando mesmo? A expulsão do paraíso para comer o pão com o suor do próprio rosto? A possibilidade de transformar o mundo com nossas próprias mãos? O que é trabalho? Ele é bom? É sempre bom? Quanto mais melhor? Trabalhar até o limite é uma forma de aprimorar o corpo e o espírito?

Esta é uma pergunta que diz respeito também ao professor. Quanto mais lições melhor? Quanto mais questões melhor? Qual é o limite disso? Os alunos têm algum direito à preguiça?

Pois bem, estas são questões complicadas. Para contribuir com a discussão, selecionei alguns trechos do clássico manifesto "O Direito à Preguiça" (1880) do francês Paul Lafargue. Veja abaixo.

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