preconceito

Existem raças humanas, do ponto de vista biológico?
Material didático/ pedagógico
Qua, 26 de Março de 2014 16:57, Escrito por Rodrigo Travitzki

Há quem diga que o conhecimento científico desumaniza a humanidade e desencanta o mundo. Há quem diga que o conhecimento científico é a única arma contra a ignorância e a superstição. Acredito que o conhecimento, em si, não é bom nem mau, assim como o martelo, que pode construir ou matar. Tudo depende do uso que se faz das coisas, não das coisas em si.

No caso da discussão sobre raças humanas - e todo o preconceito que envolve este tema - acredito que há uma contribuição bastante relevante da ciência, mais especificamente, da genética. O fato é que, do ponto de vista genético, não há solidez no conceito de raça humana (raça é um subgrupo da espécie). Porque há mais diferenças entre dois indivíduos quaisquer do que entre duas raças. Não poderíamos saber ao certo a raça de uma pessoa observando apenas seus genes. E não há dúvida de que os genes determinam mais o que somos do que a cor da pele.

Este tema pode ser uma forma interessante de se ensinar genética para além do "azão azinho", além de ser uma importante contribuição para desmontar o preconceito racial que habita o cotidiano, escolar ou não.

Para quem quiser se aprofundar um pouco sobre o tema, sugiro a leitura do artigo "A inexistência biológica versus a existência social de raças humanas: pode a ciência instruir o etos social?", de Sérgio Pena e Telma Birchal. Acho inclusive que este texto pode ser trabalhado diretamente com os alunos de Ensino Médio. Ele não está em uma linguagem tão técnica, mas foi escrito por importantes especialistas brasileiros na área.

87% da comunidade escolar tem preconceito contra homossexuais, diz pesquisa
Em busca da democracia
Qui, 27 de Agosto de 2009 11:25, Escrito por Rodrigo Travitzki

DEU NA AGÊNCIA BRASIL

"Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia. (...)

“A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio”, destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abramovay."

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