métodos de ensino

Altos executivos da informática escolhem escolas Waldorf para os filhos nos EUA
Educação digital
Ter, 03 de Janeiro de 2012 00:00, Escrito por Rodrigo Travitzki

No final do ano passado saiu um interessante artigo no New York Times, contando a estória de profissionais do ramo da informática que preferem deixar seus filhos em escolas antroposóficas, onde se valoriza a criatividade, os trabalhos manuais, o desenvolvimento artístico, e onde não há um só computador para os alunos. Curioso não? Dá o que pensar...

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Escola da Ponte
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
Seg, 22 de Novembro de 2010 16:26, Escrito por Helena Obersteiner e André Bergel

1-Informações gerais:

Este trabalho visa a análise da atuação da Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves, uma cidade de Portugal. A instituição baseia-se numa proposta diferenciada de ensino, onde é valorizada essencialmente a singularidade de cada aluno, compreendendo que cada um possui uma trajetória de ensino diferenciada, sendo este um processo único e de desenvolvimento pessoal. Os redatores deste trabalho são André Bergel e Helena Obersteiner, alunos do terceiro ano 2010 do Colégio Equipe, tendo como professor orientador Rodrigo Travitzki.

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Pedagogia Shaolin e a "escola forte"
Métodos de ensino
Dom, 04 de Janeiro de 2009 21:56, Escrito por Rodrigo Travitzki

alt"Os templos Shaolin são um grupo de mosteiros budistas da China. (...)
"Shaolin" significa "Floresta Jovem", e este nome teve origem após um grande incêndio que devastou as florestas ao redor do templo. As árvores destruídas foram depois replantadas, o que tornou a floresta 'jovem'".
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Shaolin

 

A pedagogia Shaolin busca samurais excelentes, os mais primorosos guerreiros, os melhores no que fazem. É o que se chama hoje de "escola forte".
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Apologia do giz
Métodos de ensino
Qua, 13 de Agosto de 2008 14:48, Escrito por Rodrigo Travitzki

Se criticar é fácil, criticar uma escola é mais fácil ainda. A escola é um ninho de contradições. Muitos dizem, por exemplo "Ih, essa escola ainda está no século 19, ainda usam giz e lousa."

Bem, em primeiro lugar, precisamos ter mais respeito com o século XIX. Mas a questão aqui é outra.

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Qual é o melhor método de ensino?
Métodos de ensino
Seg, 05 de Maio de 2008 12:11, Escrito por Rodrigo Travitzki

A questão da metodologia na educação tem sido muito discutida. Devemos ter uma escola tradicional ou construtivista? Engraçado como gostamos de dividir o mundo em dois, quando na verdade há incontáveis possibilidades.

Se digo para as pessoas que não ensino o método científico, elas estranham. Estranho, para mim, é dizer "método científico", assim, no singular. Não dá para achar que um químico segue o mesmo método que um astrólogo ou um historiador. O que há em comum, se é que há, são alguns princípios que norteiam a produção do conhecimento científico. A partir deste princípios, os pesquisadores criam ou copiam métodos consagrados. Isto é ciência. Não há um único método científico.

E na educação? Faz sentido a pergunta do título? Eu não creio. Qualquer professor minimamente experiente já aprendeu que o melhor método é variar os métodos. Discutir é bom? Claro, mas discutir toda a aula pode deixar as conclusões pouco consistentes. Aula expositiva é bom? Claro, principalmente se você tem algo importante e complexo para dizer. Passar vídeo ajuda? Sem dúvida, mas imagine se os alunos ficarem a manhã inteira vendo vídeos. Os que não dormissem seriam adestrados pela TV, ao invés de serem educados.

Ou seja: conheça muitos métodos. Saiba as possibilidades e limitações de cada um. Escolha um ou outro em virtude de seus objetivos pedagógicos, da dinâmica da classe, do tempo, logística, etc. Nao se limite a uma única forma de ensinar, pois não é assim que se aprende. O corpo "foi feito para" aprender num mundo cheio de coisas diferentes.

A própria questão da indisciplina escolar, por exemplo, está ligada a esta repetição de métodos (ou de objetivos, ou de conteúdos). Pelo menos é isso que aprendi em minha experiência como professor.

Para terminar, algumas palavras do mestre Deleuze, criador do conceito filosófico de "rizoma" (grifo meu):

"Aprender é o nome que convém aos atos subjetivos operados em face da objetividade do problema (idéia), ao passo que saber designa apenas a generalidade do conceito ou a calma posse de uma regra das soluções. (...)

Nunca se sabe de antemão como alguém vai aprender - que amores tornam alguém bom em latim, por meio de que encontros se é filósofo, em que dicionários se aprende a pensar. (...)

Não há método para encontrar tesouros nem para aprender, mas um violento adestramento, uma cultura ou paideia que percorre inteiramente todo o indivíduo (um albino em que nasce o ato de sentir na sensibilidade, um afásico em que nasce a fala na linguagem, um acéfalo em que nasce pensar no pensamento)"

DELEUZE, GILLES. (1968) Diferença e repetição. Ed Graal, pgs. 236-37

 


Fonte: Rodrigo Travitzki - blogdodigao.net


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