genética

Existem raças humanas, do ponto de vista biológico?
Material didático/ pedagógico
Qua, 26 de Março de 2014 16:57, Escrito por Rodrigo Travitzki

Há quem diga que o conhecimento científico desumaniza a humanidade e desencanta o mundo. Há quem diga que o conhecimento científico é a única arma contra a ignorância e a superstição. Acredito que o conhecimento, em si, não é bom nem mau, assim como o martelo, que pode construir ou matar. Tudo depende do uso que se faz das coisas, não das coisas em si.

No caso da discussão sobre raças humanas - e todo o preconceito que envolve este tema - acredito que há uma contribuição bastante relevante da ciência, mais especificamente, da genética. O fato é que, do ponto de vista genético, não há solidez no conceito de raça humana (raça é um subgrupo da espécie). Porque há mais diferenças entre dois indivíduos quaisquer do que entre duas raças. Não poderíamos saber ao certo a raça de uma pessoa observando apenas seus genes. E não há dúvida de que os genes determinam mais o que somos do que a cor da pele.

Este tema pode ser uma forma interessante de se ensinar genética para além do "azão azinho", além de ser uma importante contribuição para desmontar o preconceito racial que habita o cotidiano, escolar ou não.

Para quem quiser se aprofundar um pouco sobre o tema, sugiro a leitura do artigo "A inexistência biológica versus a existência social de raças humanas: pode a ciência instruir o etos social?", de Sérgio Pena e Telma Birchal. Acho inclusive que este texto pode ser trabalhado diretamente com os alunos de Ensino Médio. Ele não está em uma linguagem tão técnica, mas foi escrito por importantes especialistas brasileiros na área.

1a e 2a leis de Mendel - apresentação de slides
Material didático/ pedagógico
Qui, 10 de Junho de 2010 23:55, Escrito por Rodrigo Travitzki

Fiz essa apresentação de slides para meus alunos do terceiro ano (3a série EM, dizem hoje). Ensino genética nesta etapa final como fazia meu professor, Mauricio Mogilnik. Ele considerava que a profundidade e complexidade da matéria seria melhor compreendida pelos alunos depois de praticarem um pouco mais de química, matemática, sinapses de modo geral... Afinal, esse negócio de ficar decorando cálculos de "azão azinho" sem saber direito do que se trata não parece uma prática muito pedagógica.

Tendo isso mente, tentei criar uma sequência coerente de ideias, com perguntas, respostas e alguns problemas no meio. A proposta é que se pare um pouco nas perguntas,  dando um tempo pros neurônios entenderem o problema e procurarem / inventarem alguma resposta.

Boa parte das imagens (os esquemas) é original, fiz com um software livre chamado Dia.

 Clique aqui para ver o slideshow
Somos todos geneticamente iguais?
Material didático/ pedagógico
Sex, 09 de Outubro de 2009 17:49, Escrito por Rodrigo Travitzki

Em geral, quando se fala "ah, isso é genético, instintivo" estamos falando de algo supostamente comum a toda a espécie humana. O genético é determinista, reducionista, biologicista, etc. Mas será assim mesmo? O texto abaixo pode servir para estimular uma discussão deste tema.


Estudo sugere que todos os humanos 'são mutantes'

Sudeep Chand

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Pra onde vai o DNA? Mapa mental com transcrição, tradução, duplicação, etc...
Material didático/ pedagógico
Sex, 11 de Setembro de 2009 16:45, Escrito por Rodrigo Travitzki

Há bastante confusão quando tentamos entender o que pode acontecer com uma molécula de DNA, um cromossomo. Não só porque a própria vida é complicada, mas também porque cada coisa tem um nome próprio, uma palavra específica que só os biólogos conhecem.

Para ajudar a entender os processos pelos quais o DNA pode passar, fiz esta figura. O principal é compreender a diferença entre a "vida normal" da célula (fase G1 da interfase) e sua fase reprodutiva. Se quiser, clique aqui para entender o ciclo celular.

VIDA "NORMAL" (fase G1)

Enquanto vive, a célula "ativa" e "desativa" cada um de seus milhares de genes. Quando "ativados", eles levam à produção de proteínas. Isto é mediado pelos ribossomos. A produção de RNA mensageiro a partir de um gene em uma molécula de DNA  é chamada de transcrição. Este RNAm é como se fosse uma "cópia xeróx" do gene - que fica guardado e protegido no núcleo. O RNAm, por sua vez, sai do núcleo e vai para os ribossomos, onde são produzidas as proteínas, no processo de tradução.

Mas por que estes nomes linguísticos? Na transcrição, você passa do oral pro escrito - ou seja, a forma física varia, mas a língua não. Na tradução, por sua vez, há uma mudança de língua. Ou seja, é necessário um código para que se possa traduzir algo. É como se o DNA e o RNA "falassem a mesma língua" (porque têm a mesma estrutura química), mas as proteínas "falassem uma língua diferente" (novamente nos referimos à sua estrutura química). E para "traduzir a língua do DNA/RNA para a língua das proteinas" você precisaria de um código... eis aí o código genético. Lembre-se que o código genético é o mesmo para todos os seres vivos do planeta.

REPRODUÇÃO

A fase reprodutiva começa quando cada cromossomo da cromatina se duplica, para que as duas células-filhas possam ter uma cópia deste cromossomo. Lembrando que cada molécula de DNA é um cromossomo. Depois de se duplicar, tirar um "xeróx" de si mesmo, o cromossomo se condensa, enrola-se sobre si mesmo. Isso ajuda na mecânica de distribuição dos cromossomos entre as células-filhas. É como se você tivesse um monte de fios de lã emaranhados para dividir com seu irmão - seria necessário antes fazer pequenos novelos para depois dividir irmamente.

OBS. Esta é uma explicação simplificada dos processos. Você pode encontrar textos mais detalhados pela rede. Busque, por exemplo, por "síntese de proteína" ou "ciclo celular".

Para que serve a genética? slideshow
Material didático/ pedagógico
Qui, 03 de Setembro de 2009 09:32, Escrito por Rodrigo Travitzki