financiamento da educação

PEC 241: PEC dos gastos públicos ou PEC da desigualdade social?
Políticas públicas de educação
Qui, 20 de Outubro de 2016 15:54, Escrito por Rodrigo Travitzki

Compilo abaixo algumas fontes de informação sobre a PEC 241 – a PEC dos gastos públicos (segundo alguns) ou a PEC da desigualdade social (segundo outros). Acredito que o segundo nome é mais adequado e juntei algumas informações que mostram isso. Concordo com Romeu Karnikowski, que diz:

Não resta dúvida que a aprovação da PEC 241 implicará em cortes profundos nos pilares essenciais do poder público que são a educação, saúde, segurança pública e aplicação da justiça, sem falar no financiamento da infra - estrutura do País. Ela congela por cerca de vinte anos a grade fiscal e o orçamento propugnado pelo governo mesmo se ocorrer cresciment o econômico nesse período.” Leia tudo aqui

Em relação à Educação, um estudo feito pela própria Câmara dos Deputados (ago/2016) mostrou, com base nos dados de 2011 a 2015, que a PEC deve diminuir os gastos federais com educação (do pagamento de professores à compra de materiais didáticos). O que poderia até ser uma medida compreensível, se o Brasil não fosse um dos que menos investe em educação. Além disso, se entendi bem os dados, há um problema adicional na PEC que é utilizar como parâmetro o ano de 2016, justamente o ano da crise, quando todos os gastos públicos (exceto com bancos e poderosos em geral) estão reduzidos.

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Brasil é o país que menos investe em educação, diz pesquisa da OECD
Políticas públicas de educação
Seg, 25 de Outubro de 2010 14:55, Escrito por Rodrigo Travitzki

Quando saem essas pesquisas estatísticas internacionais sobre educação, a primeira coisa que a mídia brasileira costuma fazer é povoar páginas com dados e gráficos demonstrando a péssima qualidade de nossas escolas, professores e alunos. Ficamos sempre em último ou em penúltimo em qualquer ranking. Pois bem, parece não ser diferente quando olhamos o real esforço de nossos governos em melhorar esta situação. Veja abaixo um dos diversos gráficos produzidos pela mais recente pesquisa da OECD, que mostra quanto cada país gasta com educação por aluno.

Antes de culpar professores, pais e alunos por preguiça, burrice ou incompetência, é melhor começar garantindo condições materiais básicas para um ensino de qualidade.

 

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Educação paga a conta da crise financeira, diz deputado
Políticas públicas de educação
Seg, 31 de Agosto de 2009 00:56, Escrito por Rodrigo Travitzki

O deputado Ivan Valente diz, em discurso para os colegas, que o governo Lula tem passado custos da crise financeira para a educação, enquanto utiliza fundos para beneficiar diversos setores privados. Ou seja, a escola pública está pagando por parte de nossa tão problamada estabilidade frente à crise financeira. E completa:

"Todas as medidas e projetos que vêm sendo anunciadas pelo MEC com o objetivo de melhorar a qualidade da educação nacional ficam no plano da propaganda, pois nenhuma medida surtirá efeito se de fato não houver recursos financeiros e um investimento consistente no setor. Ao cortar recursos da educação para garantir o socorro a bancos, montadoras e empreiteiras o governo faz a opção por não resolver os profundos problemas de qualidade da educação no Brasil."

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"Se a boa educação é cara, a má educação é ainda mais cara", diz o filósofo Fernando Savater
Princípios filosóficos
Ter, 20 de Janeiro de 2009 00:00, Escrito por Rodrigo Travitzki

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Fernando Savater, professor de ética da Faculdade de Filosofia da Universidade de Madri, faz reflexões pertinentes em entrevista na Revista Educação.

Trechos selecionados para o Rizomas

"Pede-se que os professores resolvam os problemas de intolerância, de xenofobia, porém não lhes dão meios para isso"

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Escolas particulares sem fins lucrativos pagam melhor o professor
Políticas públicas de educação
Ter, 15 de Julho de 2008 14:50, Escrito por Rodrigo Travitzki

Finalmente uma evidência objetiva do que é óbvio. As empresas sem fins lucrativos deveriam funcionar melhor, pois podem pagar melhor seus funcionários e oferecer produtos mais baratos. Afinal, não lucram. Não parece óbvio?

Os dados foram retirados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) por Antônio Gois, em artigo na Folha.

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