capitalismo em crise

Emaús e Socialismo: Meios de Produção e Experiências Coletivas
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
Qui, 18 de Novembro de 2010 22:20, Escrito por Vitor Quarenta

Utopia

O não-lugar, o lugar inexistente, eis o significado desta composição grega de uma série de outras palavras. Para Thomas Morus a Utopia se configurava com uma cidade perfeita. Os socialistas Proudhon, Saint-Simon, Fourier também conceberam de modo teórico a “cidade perfeita” como produto conquistado de uma possível revolução e reorganização da sociedade. Coincidentemente ou não, tais socialistas são tidos como “socialistas utópicos”. Marx e Engels fariam a crítica a estes tal como fizeram referindo-se aos anarquistas e também com os liberais.

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Por uma sociedade que supere a mercadoria
Utopia e cotidiano: buscando práticas idealistas
Dom, 09 de Maio de 2010 09:08, Escrito por Gabriela Barcellos

A nossa utopia é uma sociedade que supere a forma mercadoria e na qual o valor de um produto seja atribuído pelo seu valor de uso sensível. Uma sociedade que não se organize para a produção de excedentes e lucro. Para explicá-la nos utilizaremos da teoria de Kurz. Em sua tese, Kurz apresenta-nos que tanto na sociedade capitalista quanto na socialista, o trabalho é tido como um pressuposto fundamental com finalidade em si mesmo. Embora se apresente como essência supra-histórica, só existe na forma de exploração econômica abstrata na modernidade, o que o desqualifica como alicerce social inerente à natureza humana. A positivação do trabalho abstrato, na verdade, só se difere quanto à sua forma, pois enquanto no capitalismo o mito do trabalho, proveniente da ética protestante, prega a acumulação de capital individualista, no socialismo este fim é ainda mais abstrato, e se justifica pela dignificação de uma riqueza nacional, alienando-se completamente das necessidades humanas e transfigurando-se também em religião.

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O trabalho realmente dignifica o homem?
Polêmicas
Sáb, 01 de Maio de 2010 21:19, Escrito por Rodrigo Travitzki

Dia do trabalho. O que estamos comemorando mesmo? A expulsão do paraíso para comer o pão com o suor do próprio rosto? A possibilidade de transformar o mundo com nossas próprias mãos? O que é trabalho? Ele é bom? É sempre bom? Quanto mais melhor? Trabalhar até o limite é uma forma de aprimorar o corpo e o espírito?

Esta é uma pergunta que diz respeito também ao professor. Quanto mais lições melhor? Quanto mais questões melhor? Qual é o limite disso? Os alunos têm algum direito à preguiça?

Pois bem, estas são questões complicadas. Para contribuir com a discussão, selecionei alguns trechos do clássico manifesto "O Direito à Preguiça" (1880) do francês Paul Lafargue. Veja abaixo.

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Educação paga a conta da crise financeira, diz deputado
Políticas públicas de educação
Seg, 31 de Agosto de 2009 00:56, Escrito por Rodrigo Travitzki

O deputado Ivan Valente diz, em discurso para os colegas, que o governo Lula tem passado custos da crise financeira para a educação, enquanto utiliza fundos para beneficiar diversos setores privados. Ou seja, a escola pública está pagando por parte de nossa tão problamada estabilidade frente à crise financeira. E completa:

"Todas as medidas e projetos que vêm sendo anunciadas pelo MEC com o objetivo de melhorar a qualidade da educação nacional ficam no plano da propaganda, pois nenhuma medida surtirá efeito se de fato não houver recursos financeiros e um investimento consistente no setor. Ao cortar recursos da educação para garantir o socorro a bancos, montadoras e empreiteiras o governo faz a opção por não resolver os profundos problemas de qualidade da educação no Brasil."

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Chegaremos ao "bom capitalismo" ou precisaremos inventar outra coisa?
Pensando a longo prazo
Qua, 04 de Fevereiro de 2009 11:50, Escrito por Rodrigo Travitzki

Uma pergunta ligada às idéias do filósofo Slavoj Žižek, que foi no Roda Viva esta semana.

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Selecionei abaixo 3 trechos de um artigo que ele escreveu na folha, que podem nos ajudar a pensar a utopia de uma forma não ingênua.

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"O comunismo sempre salva o capitalismo", diz Delfim Netto
Em busca da democracia
Dom, 28 de Setembro de 2008 22:24, Escrito por Rodrigo Travitzki

Muito se debate sobre as diferentes utopias, como socialismo, comunismo, "capitalismo humano" (sei lá se existe este conceito), ou mesmo democracia... enfim, as diferentes formas de se imaginar um "mundo perfeito". Uma idéia, um alvo a ser buscado, uma bússula para caminhar. As discussões sobre utopias muitas vezes (como qualquer outra) tomam a forma de uma "briga de torcidas", o que não é muito adequando à razão, à ciência, etc.

Sendo assim, com o humilde intuito de engrossar este caldo, coloco abaixo o texto de onde saiu a curiosa idéia presente no título deste artigo. Tive a sensação de que estas idéais podem ser férteis no sentido de tornar menor o abismo entre a realidade e a utopia.

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Utopias: o ecossocialismo é viável?
Pensando a longo prazo
Ter, 29 de Julho de 2008 12:38, Escrito por Rodrigo Travitzki

Conhecer e discutir as diferentes utopias é fundamental para escolas e professores que querem formar alunos sujeitos de sua história. O final do ensino médio é, acredito, um bom momento para isto. Mas ensinar sobre utopias não deve ser o que se chama normalmente de "conscientização", que pode acabar virando uma lavágem cerebral ideológica feita com técnicas de retórica. Os alunos, com senso político e crítico ainda em formação, devem ter acesso a diversas utopias diferentes, discutí-las a fundo, sem preconceitos, para que uma verdadeira "consciência" possa se formar.

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