avaliação externa

4 crenças equivocadas sobre a avaliação em larga escala
Políticas públicas de educação
Dom, 15 de Abril de 2018 21:07, Escrito por Rodrigo Travitzki

A avaliação em larga escala de alunos, escolas e redes de ensino tem tido cada vez mais influência na educação brasileira e mundial. No Brasil temos o SAEB e o ENEM, além das avaliações estaduais. Para que possamos aproveitar o que a avaliação em larga escala tem de positivo e evitar efeitos indesejados, é preciso conhecer seus limites.

Traduzimos abaixo o supra sumo de um artigo do pesquisador Rick Stiggins, identificando quatro crenças equivocas e quatro crenças mais produtivas sobre o tema.

 


Avaliação em larga escala 

1) Crença equivocada: Testes padronizados com consequências são bons para todos os estudantes porque motivam eles a aprenderem

Crença mais produtiva: Testes padronizados com consequências sem ambientes favoráveis à avaliação na sala de aula prejudicam os alunos com dificuldades

 

2) Crença equivocada: são as decisões instrucionais dos adultos que mais contribuem para o aprendizado dos estudantes e eficácia escolar.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais dos estudantes são fundamentais, suas necessidades de informação devem ser atendidas.

 

3) Crença equivocada: as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas uma vez por ano.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas diariamente na sala de aula.

 

4)Crença equivocada: professores e gestores não precisam conhecer os princípios da prática avaliativa – o profissionais em testes cuidarão disso por nós.

Crença mais produtiva:professores precisam possuir e estar prontos para utilizar conhecimentos sobre práticas de avaliação na sala de aula.

 

FONTE:

"New Assessment Beliefs for a New School Mission", de Rick Stiggins

http://www.michigan.gov/documents/mde/Stiggins_Article_NewBeliefs_189511_7.pdf

 

 

Habilidades socioemocionais devem ser avaliadas?
Polêmicas
Seg, 10 de Novembro de 2014 11:58, Escrito por Rodrigo Travitzki

Uma das tendências recentes entre pesquisadores e gestores educacionais é falar das tais habilidades "não cognitivas" (termo com o qual não concordo), ou "competências socioemocionais" (um pouco melhor).

Seguindo a linha de que "avaliar é preciso" - e levando em conta as limitações dos chamados testes "cognitivos" (como ENEM e SAEB) - alguns defendem que características como perseverança, otimismo e curiosidade sejam também avaliadas no processo educacional. Não se trata de dar "ponto negativo" como vingança pela má conduta do aluno, mas sim de buscar ampliar o espectro do humano incluído nos sistemas de avaliação educacional.

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